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Ficar nervoso é totalmente compreensível – ele pensou, sorrindo. Já havia feito isso outras vezes, mas era algo muito fora do normal para se acostumar. Não que tivesse medo: longe disso. Não era medo, era só... nervosismo. Só isso. E era totalmente compreensível. Nada que umas balas não resolvessem. Afinal balas adoçavam a vida. Balas adoçavam o universo. Balas... faziam o nervosismo se deslocar para outros problemas. Afinal, seu nervosismo ele sentia no estômago. E as balas faziam sua atenção contra o estômago se afastar. Era simples assim. Também tinha o remédio para o enjôo. Não achava que ele fazia diferença, mas sempre tinha ele, e sempre poderia se espantar. Torcia para dar certo, dessa vez. Tudo isso porque não tinha medo. Só nervosismo. Sorriu, então, para o passageiro ao lado. “Não tenho medo de avião.” “Estou vendo...” Não tinha mesmo... era só nervosismo. (08082012) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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