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“Me dê um sorriso e eu te conto uma história.”
Um sorrido por história? A troca parecia justa: o preço era baixo pelo produto oferecido. A simples ideia já me fez sorrir: “Uma boa!” “De qual tema? Pode escolher. A senhora é tão simpática que eu abro essa exceção.” “Me surpreenda!” “Então vou contar. Era uma vez um sultão. Sua cara parecia um dedo mindinho, de tão fina e comprida que era. E ele tinha um chapéu que mais parecia uma tampa de caneta. E mesmo assim, ele era um cara muito legal. Olha, aqui tem uma foto dele.” Ele me mostrou uma foto. “Ele parecia um cara bem bacana.” “Ele só tinha um defeito!” “Qual?” “Ele era muito fino!” Eu ri: “E isso lá é defeito?” “Para a senhora ver como ele era legal!” Ri do comentário e peguei um dinheiro que eu tinha: “Tome, você merece.” “Imagina, senhora. A história custa só um sorriso, e você me pagou sorriso e riso. Como eu vou te dar o troco?” “Não quer nem para entregar para o sultão comprar algo para comer e ficar menos fino?” “Não adiantaria, o metabolismo dele é rápido. Ele come, come e continua magro. Dê o dinheiro a quem realmente precisa, vai ser mais útil.” Eu sorri de novo: “Está bem, então.” “Agora que não vou ter troco mesmo!” “Pode ficar com a diferença!” “Obrigada, senhora. E seja muito feliz.” (11102013 - Publicado em 10042014)
(Um presentinho: | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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