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| Antônio ainda olhava os atendentes como se soubesse do que estava falando. Não que ele não soubesse, mas a verdade não era tão ampla quanto ele fazia parecer, isso era um fato. Ele ignoraria isso: “Vou ter que ligar para meu advogado para conseguir meus animais de volta?” “Senhor, como pode ver está tudo muito tumultuado aqui hoje, poderia voltar outro dia?” “Claro que não! Quero meus animais de volta agora ou chamarei meu advogado para pedi-los.” O atendente olhou para ele: “Do jeito que as coisas estão aqui hoje, o senhor ganharia mais indo atrás do seu advogado.” Antônio engoliu seco: não era bem a resposta que ele queria ouvir, principalmente porque, logo após proferi-la, o atendente pareceu que daria as costas a multidão e entraria em algum esconderijo a prova de populares. “Espere ai! Vocês pegam o peru e a cachorra dos outros e levam com vocês e eu tenho que esperar até sabe deus quando para...” “Senhor, estamos com muito trabalho aqui.” “E quem garante que os dois bichos são seus?” gritou alguém ao fundo. E, com ele, uma multidão se revoltando: “Se ele não tiver provas, não libera para ele os bichos.” “Os animais são meus!” “Não, são meus...” “Os animais, nesse momento, são do estado...” gritou o atendente: “E até que eu...” Nessa hora, duas pessoas saíram correndo de dentro do prédio. Tudo que se ouviu elas dizendo foi: “Foge que os bichos fugiram!” “Como?” perguntou o atendente no balcão, enquanto entrava novamente, agora para ver o que estava se passando. Nem bem olhou para dentro do prédio, saiu correndo, falando alguns palavrões e gritando. | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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