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A bruxa Margareth estava bem desanimada. Tanto tempo de busca e até agora nem uma mensagem simples e singela que fosse para responder seu anúncio. Até o feitiço que tinha jogado contra o teclado para que ele atualizasse automaticamente já estava perdendo efeito – e resposta que era bom, nada. Então ouviu o aviso de mensagem recebida. Desanimada, abriu o e-mail – já sabendo que não devia ser o que queria. E se impressionou quando descobriu que estava errada! “Cara senhora, acho que encontrei o peru que está procurando. Acho que meu ex-marido o encontrou junto com uma cachorra, que imagino seja sua também. Venha buscá-lo quando puder. Rosalda” Abaixo, não vinham informações de contato – vinha já o endereço. A princípio, a bruxa ponderou sobre os riscos de responder àquele e-mail e ir atrás do seu peru. E se fosse um ladrão, um estuprador, um vilão qualquer de história? Mas a quem ela queria enganar? A bruxa era ela! Se a pessoa era um terrível ser ruim esperando para matá-la, seria transformado em sapo e jogado numa lagoa bem suja. Porque todo mundo sabe que a principal maldição de um bruxo é transformar o outro em sapo. Isso decidido, pegou o endereço, sua vassoura, e partiu. (19032014 - publicado em 30042014) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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