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A Bruxa Margareth estava bem mal impressionada com o lugar para onde o GPS de sua vassoura a estava mandando. Tão bonitinho, com casinhas simples, mas confortáveis. Tão parecido com os lares da ficção, que incluem famílias felizes. Tão... historinha meiguinha. De alguma forma, estava começando a achar que era um favor que faria para seu peru tirá-lo daquele meio asquerosamente confortável. Quem conseguiria viver num lugar tão bom? Aproximando-se do endereço marcado, pousou a vassoura e seguiu os últimos trechos a pé. Não queria ser vista voando com a vassoura e – muito menos – que fosse questionada sobre poder dar carona para as crianças (ela tinha cara de quem dava carona a alguém?), tirar foto com elas (parte que detestava ainda mais do que dar carona), se era bruxa de verdade (certa vez respondeu que não, só voava de vassoura porque o trânsito da cidade estava muito congestionado) e – o que ela mais odiava – SE ELA TINHA CONHECIDO AQUELE OUTRO BRUXINHO BACANA DA HISTÓRIA!!!!!!! Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr “Aquilo não era um bruxo. Era um mago. Bruxos nunca são bonzinhos daquele jeito, seu bando de....” (não podemos reproduzir a feia palavra usada nesse momento, pois pode haver crianças lendo....) Mas andar a pé tinha sempre o inconveniente de esconder a vassoura – pois as pessoas não costumam andar de vassoura nas mãos na rua sem um bom motivo. Era o que estava fazendo quando ouviu: “Mas vocês comem pra caramba, hein? Que horror!” Olhou e viu: um homem de uns 40 anos, uma cachorra vira-lata... e seu peru. (14052014 - publicado em 29052014) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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