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O espião Capítulo 2 – Parte VI

Alex corria contra o tempo. Precisava ser discreto naquele momento ou seria notado. Precisava ser rápido ou seria pego. Precisava ser eficiente, ou seria tudo em vão.

Estava num quarto de hotel. O quarto do general Humbert. Oficial de alta patente e baixo intelecto, de acordo com as informações que ele havia recebido. Uma mistura que o fazia uma presa importante e, ao mesmo tempo, fácil.

Alex não estava lá para matá-lo. Isso chamaria a atenção – atenção desnecessária naquele momento. Coneva certamente sabia que havia espiões em seu território, mas um assassinato daria a eles o interesse da retaliação. Não, o momento não era para esse tipo de ação. O momento exigia que todos agissem de forma discreta. Algo que certamente Alex queria fazer naquele momento.

A missão de Alex, naquele momento, não era muito elaborada. A Inteligência do exército de Barganha havia descoberto que Humbert teria acesso a informações importantes sobre o plano de ataque e defesa de Coneva. Informações que poderiam ser cruciais durante a guerra que estava acontecendo. E que Alex poderia ajudar a conseguir, desde que conseguisse roubar o cartão de acesso ao quartel general daquele oficial. Era para isso que o espião estava naquele quarto naquele momento.

General Humbert estava no banho. No banho com uma prostituta. Alex não pode deixar de sorrir frente a estupidez de um homem. Casado, com dois filhos e saindo com prostitutas. Todas essas informações Alex havia descoberto há pouco tempo, enquato procurava por meios de pegar o cartão que lhe interessava. A princípio, pensou que teria de ir a casa do oficial, ideia que o desagradara profundamente. Odiava ter que entrar na casa de uma família, quando ele mesmo nunca tivera uma. Suas investigações, porém, fizeram o espião desobrir que não precisaria se preocupar com isso: o general tinha como hábito contratar prostitutas para se satisfazer, e ia com elas a um hotel de baixo nível pelo menos uma vez por semana. O mesmo hotel sujo, sem qualquer sistema de segurança. Tudo isso fazia com que o conseguir o cartão tivesse se tornado brincadeira de criança.

Naquele dia, Alex havia esperado pelo general num local onde pudesse ver a entrada do hotel. Para não chamar a atenção, fingia ser um poeta vendendo um panfleto com seus escritos. Quando viu o general, foi até o hotel. Entraria pela porta dos fundos para não ser visto, iria até o andar do quarto do general - quindo andar, como sempre – e até seu quarto – o 52, que ele dizia ser seu número da sorte. Não naquele dia, porém. Naquele dia, a sorte seria toda de Alex.

O espião esperou pelo momento perfeito. O momento para entrar no quarto, pegar o cartão e sair como se nada tivesse acontecido. Por uma fresta na porta, que estava destrancada, ele havia observado todo o encontro do general com a prostituta, e viu exatamente o momento em que os dois haviam entrado no banho. Era a hora perfeita para entrar no quarto, e ele sabia disso. Correndo, foi atrás das coisas de Humbert, não tendo nenhuma dificuldade para encontrar o que procurava. Então deixou tudo exatamente como havia encontrado e saiu do quarto. Sem deixar pistas ou o que mais fosse.

Já na rua, Alex olhou para o cartão em sua mão. Era uma peça importante para aquela guerra. E agora era dele. Sorrindo novamente, Alex foi para a pensão onde estava ficando: queria entrar longo em contato com seus superiores, encontrar um jeito de passar aquele cartão adiante e receber a próxima missão... (21072012)

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