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Semana passada, eu estava conversando com uma pessoa via Twitter sobre um clube do livro do qual participamos. Estávamos dizendo que queríamos muito poder ler, nesse clube do livro, um livro de ficção científica e eis que, no meio da conversa (se é que podemos dizer isso de uma conversa via Twitter) uma pessoa sugeriu que entrássemos em seu blog para ler uma história sobre isso. Por curiosidade – afinal, nunca se sabe – entrei no tal do blog. O que vi: uma história sobre o mundo após o apocalipse, com certo teor de religiosidade nele.

Enquanto olhava o site, me perguntava duas coisas: o que faz uma pessoa se considerar um escritor (o texto não estava entre os mais bem escritos, mas não vou discutir isso aqui, afinal o que é um texto bem escrito é muito relativo) e o que faz alguém definir qual gênero de história está escrevendo. A segunda pergunta é o que me faz escrever o semanário dessa semana.

Por que uma história é de terror, e não suspense? Por que é ficção científica, e não apenas ficção? Por que uma história de ficção pautada em eventos históricos não pode ser considerada ficção científica se a História é uma ciência? Pensando nessas perguntas, comecei a pensar num termo que meus professores usavam muito na faculdade: divisão didática. Pode parecer que não, mas a divisão entre muitos desses temas é meramente didática. Se encaixa aqui melhor do que ali. Mas poderia estar lá sem problema. Ou quase sem problema. Se tem fantasmas, é uma história de terror. Mas poderia ser suspense. Se tem naves espaciais, é ficção científica. Mas poderia ser romance, desde que haja alguns relacionamento romântico de algum dos personagens...

Você poderia me dizer que o foco principal deveria ser considerado como o gênero da história. E novamente vem a pergunta: como definir qual é o principal? Por exemplo, no blog que me indicaram, a única coisa que me parecia ser de fundo “científico”, para ser caracterizado como ficção científica, era o fato de ser no futuro. De fato, mesmo, a história me parecia mais uma história religiosa. Ficção científica religiosa? Acho que se eu falar isso, muitos cientistas e religiosos vão me espancar, dizendo que ciência e religião não se misturam. Mas a pergunta “o que é isso afinal” continua. O que é isso?

Se me perguntarem como classifico algumas (a maior parte, na verdade) de minhas histórias, vou dizer: não sei. São ficção. Algumas posso dizer que são romance ou ficção científica, ou humor... suspense acho que não tenho nenhum (adoraria, mas não consegui fazer nenhuma ainda). Algumas crônicas, talvez. Mas algumas histórias... não sei.

A verdade é que essa divisão me incomoda, mas só no que diz respeito a se eu tiver que me encaixar nela. Como acho que não tenho, não há problema. E a não ser que você queria se (me) encaixar em padrões, não acho que irá se incomodar também. Assim sendo: que digam o que quiserem sobre o próprios temas. Eu só poderei dizer “Tá valendo!”.

PS: me lembrei dos gregos e suas divisões em tragédia e comédia. Isso sim era uma forma simples de resumir a vida... hihihi (31102011)

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