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Jack, O turista acidentado na copa – parte 4

Faltavam menos de 100 dias e Jack ainda não tinha passagens. Ainda procurou bastante tempo a empresa que ficou com seu plano de viagem, mas não houve jeito. Os vizinhos não sabiam o que tinha acontecido, e a ideia de que tinham desaparecido do mapa era a única que parecia fazer sentido. Assim, ele precisaria de um novo plano.

Demorou, mas ele criou o plano todo de novo. Nesse novo plano, tinha junto uma resolução: não depender de ninguém pra comprar as passagens.

(Amigos, não levem a Jack a mal. Não é que ele não gosta de intermediários, é só que ele ficou muito chateado com o que aconteceu na experiência anterior. Aceitável, vocês devem concordar....)

E a melhor forma de se fazer isso é... via internet.

Sentou-se no computador feliz com sua independência.

Começou a procurar os locais onde compraria as passagens, feliz com sua independência.

Passou a odiar sua independência quando viu que não seria tão fácil.

(Para passagens de avião ele até encontrava um único site que vendia todas. Agora, para as de ônibus.......)

(E ainda assim, as de ônibus foram o menor de seus problemas.)

(Para turistas acidentados de fora do Brasil: esse país é conhecido por não ter uma malha férrea que preste, embora já tenha tido uma excelente. Por isso trem não é opção para viajar na copa.)

Como parecia que seria o mais complicado, ele começou pelas passagens de ônibus. Algumas, teria que tirar o ticket na rodoviária. Outras, pagou para mandarem pelo correio. E tudo bem...

Então veio a vez das passagens aéreas. Mesmo site “nós vendemos a sua passagem mais barata!” para todas. Que felicidade. Então Jack viu a taxa que o próprio site cobrava para emitir os tickets e ficou bravo.

“Vou comprar direto na companhia aérea!”

E quem disse que as passagens aéreas nas companhias apresentavam as mesmas opções do site anterior? Bom, na verdade apresentavam, mas depois de muita, muita tentativa. E os preços... aaaah, os preços eram sempre mais caros – as opções mais baratas já tinham sido todas vendidas. Então Jack não teve dúvida: voltou ao site anterior. A diferença da taxa de serviço não era grande o bastante para querer pagar uma passagem mais cara. E, adivinha? Quando tentava fechar o pacote, ele não era autorizado – o voo estava indisponível.

Aquilo deveria enfurecer Jack, mas não! O que importava, mesmo, era fechar as passagens. Se tinha que ser por um preço mais caro, qual seria o problema?

No final, Jack comprou todas as passagens. Pagou quase o dobro do que tinha planejado originalmente. Mas tinha todos os tickets necessários e estava feliz: ele iria conseguir assistir a copa do Brasil-il-il.....

(11032014)

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