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Perus e cachorros correm. Uns mais rápidos que os outros, mas ambos correm, e era assim que deixamos os nossos dois personagens na última parte de nossa história: correndo. Um, de medo do outro; o outro, para agradecer o um por tê-lo salvo.

Não fosse um super-herói, Glu-Glu teria se cansado rapidamente. Afinal perus são perus, não são leopardos. E perus não costumam correr muito. Mas, como super-herói, ele tinha um fôlego muito maior do que o normal. Maior o suficiente para achar que conseguiria se livrar da cachorra que seguia atrás dele. Algo que teria feito, não fosse a rua sem saída. Porque toda cena de fuga tem uma rua sem saída para atrapalhar. E essa não seria diferente.

Quando se viu frente ao final da linha, Glu-Glu pensou: “Agora virei peru de Natal.”. Ignorou o fato de um peru de natal morrer de véspera e ser servido assado, não cru. Mas quem pensa direito numa hora dessas, quando um predador em potencial está correndo atrás de você? E, sem pensar direito, mas agindo conforme seu instinto, ele se encolheu, numa tentativa desesperada de se proteger. Enquanto fazia isso, sentiu o respirar da morte se aproximando... e o lambendo. Confuso – era a primeira vez que ele era devorado – Gluglu saiu por segundos da posição de defesa. E viu a cachorra balançando o rabo. Uma visão que definitivamente desprestigiaria um grande vilão. Mas que deixou nosso herói muito aliviado.(05102011)

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