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| Era um dia claro. Bonito. Agradável. Glu-Glu estava gluglando por aí. Ele era um mero peru. Ele não tinha nada muito interessante para fazer. Ele só vivia de comer. E comer, comer e comer. Não que quisesse ser gordo. Não que fosse um glutão. Mas... afinal, o que faz com que um peru pare de comer? Ou, melhor dizendo: o que faz um peru comer? Glu-Glu comia desde que se conhecia como gente. Ou como ave, para ser mais específico. Comia, comia, e comia. Então foi morar naquela casa daquela pessoa estranha. Uma senhorinha feia, com uma verruga na ponta do nariz e um chapéu pontudo e uma risada esquisita do tipo “huahuahua”. E as pessoas achavam ela uma pessoa má, e ela parecia ser má, mas com ele era muito boa: sempre oferecendo comida, e comida, e comida, e dizendo: “Engorde, meu peru querido, engorde!” (embora ele não soubesse o que ela queria dizer com isso) E, um dia, ela estava demorando demais para trazer seu café da manhã. Demorando mais tempo do que o comum. Ele, que não fazia ideia do que estava acontecendo, decidiu checar se tudo estava bem, e viu aquela maravilhosa maçã em um recipiente de sua jaula. Linda, vermelha, parecendo uma maçã-do-amor. Ela parecia deliciosa. Ele descidiu testar se era mesmo, só para ter certeza. E ela era deliciosa! Tão deliciosa que ele se sentiu mais forte, e mais forte, e mais forte... Ele nunca tinha pensado que se sentiria tão forte na vida. Ele se sentiu tão forte que decidiu que poderia dar uma volta, conhecer o mundo. Ele sentiria falta daquela maravilhosa senhora. Mas mesmo perus têm que sair de casa uma vez na vida. O que ele não sabia era que a maçã estava envenenada. e que ele deveria ter morrido. E que aquela maravilhosa senhora era uma bruxa que se tornaria sua primeira inimiga. (25012012 – modificado em 29122013) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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