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| O que torna alguém em um super herói? Seus super poderes? Sua capacidade super grande de fazer super coisas que, de outra forma, você supermente não faria? Ou seria seu super jeito de ser? Muitas coisas fazem um super herói. Embora Glu-Glu nunca tenha pensando nelas, afinal não pensamos nas coisas que nos fazem ser o que somos, particularmente quando o que somos não faz muito sentido. (Afinal quem imaginaria um peru sendo um super herói, não é?) A verdade é que Glu-Glu comeu uma maçã que ele não esperava ter comido, e se tornou um super herói como ele não esperava ter virado. Ou, melhor: ele esperava ter comido a maçã, mas definitivamente não tinha planos de virar super herói. (o que não muda muito o fato de que ele virou um...) Não fosse a cachorra, ele nunca teria começado a notar isso. E, por cachorra, não me refiro àquelas mulheres de comportamento duvidoso. Me refiro àqueles seres de quatro patas, duas orelhas e algumas pulgas. Me refiro àqueles seres que falam cachorres, que humanos interpretam como sendo au-au. Me refiro àqueles seres que, se pensarmos na cadeia alimentar, estariam acima dos perus, não fosse o fato de, em geral, uns não encontrarem os outros pelo caminho para que A sirva de refeição para B, e, quando encontram, existir C (que em geral chamamos de seres humanos) para evitar que ocorra o pior. Mas o que a cachorra teve com isso? Teve que ela estava numa piscina. Teve que ela estava dentro da piscina e não estava nadando. Teve que se ela continuasse na piscina como estava sem nadar ela logo não estaria mais entre os seres vivos para contar história. Glu-Glu passaria reto numa situação normal. Não que ele fosse desalmado – longe disso – mas... para que se envolver com um ser que pode te comer em uma situação normal? Pois é, para que? Mas ser um super herói e ter uma resposta simples para isso: porque ele precisa da tua ajuda. Pensando nisso, Glu-Glu salvou a cachorra. E saiu no pinote logo depois, porque ele ainda não sabia que era um super herói, e era burro o bastante para tentar salvar um bicho que poderia querer tomá-lo como almoço, mas não era burro para tentar descobrir se ela iria querer agradecer ou não. Mas, depois do susto, ele começou a notar que... bom, algo havia de diferente nele. Não que seu cérebro de peru pudesse chegar a alguma conclusão sobre o que era que estava diferente naquele momento, mas... pensar que haveria algo já era um começo, não? [07092011] | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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