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| Solto novamente, Antônio pensava no que faria depois. Os guardas haviam emprestado a ele a roupa de prisioneiro para ir até o clube e, então, recuperar a que pertencia a ele. Também haviam oferecido carona – afinal, ele estava sem lenço nem documento, e não seria capaz de chegar nem a esquina, quem dirá até o ponto onde fora preso horas antes. Foi sorte, pois só assim para o vigilante do clube, já fechado, deixa nosso caro amigo entrar para pegar o que a ele pertencia. Com suas coisas na mão, Antônio tinha duas opções: voltar para casa e fingir que nada havia acontecido ou ir atrás dos dois animais que haviam agitado seu dia. Seu bom-senso dizia que ele deveria voltar para casa. Mas... o que era o bom-senso quando se havia passado o dia na cadeia? Quando se sabia que os animais estariam correndo risco? Imagine se um predador encontrasse os dois? Imagine se... eles fossem pegos por alguém mal intencionado? Imagine se eles fossem atropelados na rua? Sem pensar duas vezes, Antônio decidiu que procuraria o peru e a cachorra. E desistiu no mesmo momento: começaria por onde? Os dois tinham saído da piscina correndo, e a essa hora poderiam estar em qualquer lugar no universo. Para encontrá-los, seria preciso um plano mais elaborado que andar a esmo. Nosso amigo teria que pensar nesse plano. E decidiu que não tinha outra opção, além de voltar para casa....(06032012) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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