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Capítulo I – parte IV

César observou Simone dormindo. Um sorriso marcava o que ele pensava a respeito dela: era linda. Era a mulher de sua vida. Era a razão de sua existência. Era... Simone. Enquanto ele a olhava, ela abriu os olhos de maneira tímida. Então, ele a beijou:

“Bom dia, amor...”

“Que horas são?”, ela perguntou, sorrindo. Ele olhou o relógio:

“Tarde. Mais de 2.”

“Tudo isso?”

“Considerando a hora que fomos dormir, estamos acordando cedo.”, ele respondeu, abraçando-a.

“Um final de semana ao seu lado e todos os meus horários ficam malucos.”

“Isso é ruim?” “Às vezes é sim. Afinal eu tenho que trabalhar na segunda.”

“Assim você me faz parecer um monstro.”

“Não se sinta um monstro.”

“Eu me sinto, afinal estou bagunçando seus horários e pretendo bagunçá-los ainda mais.”

“Como assim?”

Ele abriu a gaveta ao lado da cama e pegou uma caixa. Dentro, uma aliança:

“Quero que você case comigo.”

Simone sorriu. Não sabia o que dizer. Não sabia exatamente nem o que pensar. Não sabia como dizer não...

“César?” “Não é para nós nos casarmos agora, está bem? Então não precisa se assustar, a gente casa quando você achar que é a hora. Mas... eu pensei que estamos juntos há muito tempo, e concluí que uma das minhas resoluções de ano novo seria te pedir em casamento.”

“Eu... eu...”

Simone pensou em dizer não. Ela tinha a obrigação de dizer não! Mas a falta de coragem falou mais alto:

“Eu aceito.”

Ele sorriu e a beijou. E, por alguns segundos, ela não se arrependeu da decisão tomada. (21012012)

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