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| O espião Capítulo 4 – Parte VII Sua primeira reação foi chorar. Chorar silenciosamente, chorar explosivamente, chorar loucamente e sanamente. Com a carta aberta em suas mãos, Simone chorava e olhava o que estava escrito – como se aquilo pudesse, eventualmente, mudar. Como se, eventualmente, o texto pudesse se tornar outro e César pudesse voltar a vida. Não seria possível, porém, e ela sabia disso. E por isso choraria, choraria e choraria. Então o telefone tocou. Atendeu esperando poder conversar com alguém, compartilhar com alguém o sofrimento que estava sentindo agora – embora tivesse tão poucos amigos nesses dias. “Sua piranha! Sua vaca! Você matou meu filho, sua desgraçada! Eu te odeio! Eu te odeio por ter mandado meu filho para morte. Sua desgraçada, piranha, vaca... você vai ver, eu ainda te mato, sua desgraçada...” Não era um amigo. Era a mãe que havia acabado de descobrir a perda de seu filho. (06012014 – publicado em 20012014) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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