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| O espião Capítulo 4 – Parte I Selin olhou a folha que Glender apresentava a ele: “Esses pontos são o quê, exatamente?” “São os deslocamentos das tropas, papai. Dos dois países.” “A guerra parece estar empatada...” “O grande ponto não é esse...” disse Beatriz: “O grande ponto, a meu ver, são os números de baixa. Para ganhar, nenhum dos dois lados está cedendo, Selin. E, assim, só perdem mais e mais homens. Você nota isso?” Os números eram claros, era impossível não notar. “E eles continuam não querendo sentar-se para discutir um cessar fogo?” “Continuam...” Selin balançou a cabeça: “Precisamos conversar com eles. Não importa.” “Selin, eles estão nos evitando. Diplomaticamente falando, eles chegam a ser até mesmo inconvenientes.” “Sejamos mais.” O rei olhou para Glender: “Peça ajuda da sua irmã. Argumentem com quem for preciso, mas marquem uma reunião com esses presidentes.” “Sim, senhor.” Glender disse, se levantando e saindo da sala. Beatriz olhou para o marido: “Acha mesmo que dará certo, Selin? Acha mesmo que conseguiremos conversar sobre essa guerra com esses senhores?” “Acho que temos que tentar até o final.” “Só me pergunto até onde deveríamos nos intrometer nesse assunto. Esse não é nosso país. Onde começaremos a ser inconvenientes?” “Se eles se recusarem a parar com a guerra, terão que nos ouvir ao menos para aceitar que não prejudiquem os civis. Porque os números indicam que nem esses estão sendo respeitados. E eu não conseguiria dormir de noite sabendo disso, Beatriz. Eu não conseguiria...” A rainha acenou com a cabeça e não disse mais nada: ela sentia a mesma coisa. (26102013) | ||||||
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