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| O espião Capítulo 5 – Parte I A discussão estava tensa. Os olhares se desviavam, com medo de dizer o que pensavam – ou que alguém conseguisse ler por seus olhos seus pensamentos. “Essa informação não chegará até nós nunca!” O comentário negativo do General de Sardenha seria digno de desanimar a todos que estavam ali. “Se a conseguirmos, a guerra é nossa.” “Se não conseguirmos, e possivelmente não vamos conseguir, nosso homem estará comprometido. Dificilmente ele conseguirá passar essa informação sem sair do país. Ele está longe das fronteiras. Atravessar o país inteiro, considerando que Coneva está estado de guerra, sem ser notado será impossível. Se ele for pego, nunca mais conseguiremos contar com ele para nada.” “Treinamos ele para isso, para conseguir informações difíceis que poderão matá-lo se ele não for hábil o bastante para transmiti-las para cá. Se ele não for capaz, não precisaremos dele pois ele é um inúti.” O treinamento daqueles homens, reunidos naquela sala, os ensinara a pensar que se, numa guerra, uma pessoa não era capaz de fazer aquilo para o qual tinha sido preparada, ela não precisaria continuar viva. O último comentário havia feito os presentes murmurarem palavras de concordância. O general suspirou, sentindo que era um voto vencido. “Só lamento que ele é um ótimo espião.” “Ele é um ótimo espião, mas não é o único. Outros continuarão em busca de informações que ele possa nos arranjar. Mas, no momento, ele é o único que poderá roubar para nós essa informação em especial. Mais alguém tem algo contra isso?” O silêncio respondeu que não. (15032014) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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